sexta-feira, 20 de maio de 2011
Sobre a gramática
domingo, 8 de maio de 2011
O Teatro Mágico
Fernando Anitelli, 35 anos, ator, músico e compositor, é o responsável pela criação do projeto “O Teatro Mágico”. Nascido em Presidente Prudente e criado na cidade de Osasco, São Paulo, Anitelli “brinca” com arranjos e melodias desde os 13 anos, “Quando vi que rimar amor com humor funcionava, não só na estética e na melodia, mas no sentido que aquilo tinha pra mim, nunca mais parei de fazer música”, revela.As primeiras vitórias vieram logo cedo com prêmios em vários festivais dos quais participou com suas canções. A entrada na Faculdade de Comunicação Social lhe garantiu não só um diploma, mas também a formação da banda Madalena 19, que permitiu seu amadurecimento como músico. Foram quase dez anos de ensaios e apresentações de pequeno porte.De lá para cá, Anitelli acumulou ainda a experiência como ator, trabalhando com diretores como Oswaldo Montenegro, Ismael Araújo e Caio Andrade, entre outros, que lhe deram as noções básicas de expressão corporal, domínio de palco e outros elementos vindos da escola do teatro, indispensáveis em seus shows.Em 2003, Anitelli gravou seu primeiro CD. O álbum recebeu o sugestivo título “O Teatro Mágico: Entrada para Raros”, numa referência ao best-seller “O Lobo da Estepe”, do escritor alemão Hermann Hesse. “Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível.”, conta.Em cena, Anitelli revela uma expressão cênica incrível seja declamando versos, cantando ou fazendo performances. “Quando estou no palco, faço questão de frisar que aquele ali sou eu, não é um palhaço ou outro personagem qualquer”. O Teatro Mágico torna possível que cada um se mostre como é, que cada verdade interna seja revelada. Essa é a grande brincadeira, “ser o que se é, afinal todos somos raros e temos que ter consciência disso” , destaca. E assim, Anitelli vai traçando um paralelo entre o real e o imaginário enquanto o público, aos poucos, vai entrando na mesma freqüência sinestésica marcada pelo ritmo do espetáculo. No final, palco e platéia se fundem e cada um dos presentes vai descobrindo a delícia de se permitir ser um pouco mais de si mesmo.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
“Lições de Vida”
Escrevo esse post como uma homenagem a meu pai. A saudade dele, de minha mãe e de todos que se foram às vezes aperta o peito. É mais uma biografia. Quando o nome de meu pai foi virar nome de rua em Caetanópolis, a Câmara de Vereadores pediu que escrevesse uma breve história da vida dele. Não foi possível fazê-la breve, pois a vida de meu pai foi muito intensa para ser resumida a poucas palavras.
“Lições de Vida”
“O Sorriso Aberto de Meu Pai”(Ernane Duarte Nunes) O sorriso aberto de meu pai ensinou-nos a viver... Com um sorriso aberto nos levava para a roça E ensinava para todos nós como usar uma enxada Para capinar as dificuldades da vida. Com um sorriso aberto nos ensinava a plantar, Semeando sonhos e colhendo a realidade. Com o sorriso aberto sempre... Pois é, Pai!... Aprendemos a viver assim, Como o senhor nos ensinou... A nossa hereditária cara fechada algumas vezes É apenas o nosso amadurecimento Cultivado sob o sol das dificuldades da vida Com esforço e com trabalho honesto... Como o senhor fez um dia, Pai... Esse sorriso aberto, essas mãos calejadas Enfim, tudo o que o senhor nos ensinou Irá nos acompanhar durante toda a nossa vida Ao lado da lição maior — a união de todos nós, seus filhos — Como exemplo do amor e do carinho Para sempre em toda a nossa família!... |
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Peregrino
A vida nos traz sempre oportunidades de crescimento. No último dia 6 de janeiro, completei mais um ano de vida e, diante do clichê que a situação me traz, pensei que o Dia dos Santos Reis podia trazer-me a metáfora do peregrino. Melchior, Baltazar e Gaspar seguiam a estrela em busca do Menino Sagrado, do Messias prometido, da libertação. Sinto-me assim também como um peregrino em busca de algo semelhante.
A tradição dos Três Reis Magos é muito antiga e está intimamente ligada ao nascimento de Jesus. As referências evangélicas oficiais são vagas (somente São Mateus). Não se diz quantos eram nem seus nomes, nem mesmo se eram reis. Alguns estudiosos creem terem sido sacerdotes seguidores de Zaratustra ou Zoroastro, da Pérsia. A crença de que seriam três deve-se talvez à quantidade de oferendas trazidas: ouro, incenso e mirra. Seus nomes seriam Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia, os Santos Reis, porque são considerados bem-aventurados. Receberam esses nomes mais de oitocentos anos depois do nascimento de Jesus. Poderiam também ter sido astrônomos, considerando a questão de observarem uma estrela incomum e a seguirem.
Discorro sobre isso neste post porque, como um peregrino que me sinto, não me sinto um rei, todavia. Na reflexão do dia de aniversário, vejo-me caminhando pela vida em busca do conhecimento. Ao longo da minha jornada, tive a oportunidade de conhecer grandes mestres que me ajudaram muitíssimo e um deles é o professor José Geraldo “Coró”, como é conhecido pela grande maioria. Grande estudioso da vida, sempre proporcionou-me momentos curiosos. Contarei alguns.
Meu primeiro contato com o Coró foi na minha infância. Não creio que ele se lembre. Devia ter uns 9 anos de idade. O coró foi visitar meus irmãos mais velhos (Tiãozinho e Joaquim, ambos seus alunos à época) e, como ambos estavam no banho, minha saudosíssima mãe pediu-me que o recebesse e lhe oferecesse um café. Assim o fiz e ele prontamente aceitou o café que há pouco tinha sido passado por minha mãe e cujo cheiro ainda exalava do bule em cima do fogão a lenha. Servi-lhe e um sorriso suave apareceu no rosto do Coró, que tomou o café com jeito satisfeito. Mas minha mãe entrou em desespero ao ver que o Coró tomava café na enorme caneca de chope do meu pai, cheia até a tampa do saboroso líquido negro, e não em uma pequena xícara (aliás, só havia uma na minha casa). Repreendeu-me por isso e eu, que não entendia dessas formalidades, disse inocentemente (não exatamente com essas palavras) que aquele era o melhor recipiente para líquidos da casa. E era mesmo! Por isso pertencia ao meu pai.
O Coró abriu um sorriso mais evidente e agradeceu o café, dizendo que estava muito gostoso. E esse sorriso tranquilizou minha mãe e também a mim, temeroso de mais reprimendas depois que a visita se fosse.
Quando aluno da Escola Estadual Padre Augusto Horta, honrosamente o mestre Coró lecionou-me Matemática e fez-me ainda mais admirador dessa maravilhosa matéria, pela qual ainda sou apaixonado. Questionam-me isso ainda hoje: por que segui a carreira acadêmica das Letras e não das Exatas. Para encurtar a conversa, por se tratar de uma outra história, digo que a vida proporcionou-me isso e, como um ditado popular costuma relatar, Deus atende as nossas necessidades e não nossas vontades. Sou imensamente grato e feliz por ter optado pela carreira das Letras e o fiz pela afinidade que tínhamos. Quanto às Exatas, sempre foram um pouco minhas inimigas e, por serem mais difíceis de conquistar, tornam-se ainda mais apaixonantes.
Mas o Mestre Coró ensinou-me muito mais do que a Matemática e seus mistérios. Através das suas costumeiras reflexões em sala de aula, pude aprender a conhecer obras fantásticas como a do filósofo e místico indiano Jiddu Krishnamurti. Reproduzo alguns de seus pensamentos:
- “Podemos ir longe, se começarmos de muito perto. Em geral começamos pelo mais distante, o "supremo princípio", "o maior ideal", e ficamos perdidos em algum sonho vago do pensamento imaginativo. Mas quando partimos de muito perto, do mais perto, que é nós, então o mundo inteiro está aberto — pois nós somos o mundo. Temos de começar pelo que é real, pelo que está a acontecer agora, e o agora é sem tempo.”
- “Meditação é libertar a mente de toda desonestidade. O pensamento gera desonestidade. O pensamento, no seu esforço para ser honesto, é comparativo e, portanto, desonesto. (…) Meditação é o movimento dessa honestidade no silêncio.”
- “Estou apenas a ser como um espelho da vossa vida, no qual podeis ver-vos como sois. Depois, podeis deitar fora o espelho; o espelho não é importante.”
- “… Falamos da vida — e não de ideias, de teorias, de práticas ou de técnicas. Falamos para que olhe esta vida total, que é também a sua vida, para que lhe dê atenção. Isso significa que não pode desperdiçá-la. Tem pouquíssimo tempo para viver, talvez dez, talvez cinquenta anos. Não perca esse tempo. Olhe a sua vida, dê tudo para a compreender.”
Não quero me delongar neste post. Serve apenas como manifesto de apreço ao Coró que, recentemente, tem me proporcionado conhecer mais uma faceta de sua personalidade excepcional: o apreço pela boa música. Tem compartilhado comigo e com o amigo Maestro Nascimento a oportunidade de conhecermos belíssimas apresentações musicais através do empréstimo de DVDs de seu excepcional acervo.
Termino-o então com uns versos, para fazer jus ao Poetopias.
“Peregrino”
como um peregrino seguindo a estrela
sigo os caminhos íngremes que a vida me traçou
olho, entretanto, com um sorriso o que percorri
a jornada foi árdua até aqui
mas muito recompensadora em sua plenitude
aprendi que seguir a estrela
não foi absolutamente a minha principal atitude
mas sim seguir o caminho
parar um pouco para olhar para trás
e acima de tudo olhar para o momento que me cerca
e de vez em quando para o futuro
espero encontrar ao final a lapinha
onde repousa Aquele que ainda não compreendo
mas que respeito imensamente
Aquele cujas palavras não têm medo do tempo
porque nunca deixarão de dizer a verdade
tão difícil de aceitar
a verdade tão difícil de praticar
como peregrino, continuo minha jornada
sou ao mesmo tempo Baltasar, Melchior e Gaspar
mas não trago comigo incenso, nem ouro, nem mirra
levo apenas a mim mesmo na capanga
este embornal vazio de muitas coisas
mas cheio de esperança
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Aniversário
“Aniversário”há em nósantes do sonhoa realidade insuperávelde sermos o que somose a cada momento,imaginamos a vidacomo um picadeiro de circode estruturas frágeisprestes a cairentretanto, os alicerces da vidasão estruturas resistentesque constituem nosso sonhoneste aniversário de agoracomemoramos a realizaçãodo que sonhamos um diasomos felizes nesta ilhacercados por uma famíliaum mar imenso ao nosso redorum amor intensoum amor intenso…
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Um caminho
“Busquei por milhares de vezes...”
Busquei por milhares de vezespalavras para expressar o quanto te amomas palavras exalam um som bonitomas se perdem no arflores são lindasmas murcham e as pétalas caem com o tempoas estrelas sim seriam o idealmas como te dar elasse você é a estrela que me dá direção e forçapara que eu possa ir em busca do presente perfeitopara lhe darfoi aí então que encontrei um livro velho com páginas em brancopois sabia que você é uma excelente escritorae ainda sei que você é capaz de escrever a nossa históriacom paixão, ternura, cumplicidadee por isso descobrir que a minha maior prova de amorfoi o meu coração, o meu caminhopara que eu possa te fazer feliz por toda a eternidadee todas as outras vidas serei seu e você será minha.
“Fúria de amar (reflexões em torrentes do coração)”
Teria eu simplesmente amor à vida de tal maneira que de tantos sonhos não conseguiria viver a realidade. Mas que realidade é essa que só me faz sofrer por me sentir sozinho talvez porque vivo buscando o que não tem busca ou seria talvez o meu coração que está transbordando de sentimentos gritando ou até mesmo sentindo uma saudade nostálgica? Pois me sinto sozinho em meio à multidão e tendo como o meu maior aliado o silêncio que é banhado por lágrimas, por ter tantas feridas, pois as feridas do corpo cicatrizam, mas as feridas da alma talvez nem em um século vão cicatrizar, porque essas feridas não são de um tapa ou mesmo de uma queda, mas sim de palavras e feitos que não têm cura pois pessoas não machucam pessoas mas as palavras deixam marcas que vão pela eternidade. Pois mais vale a tristeza de uma queda que a derrota de nunca ter tentado ser feliz. E porque na caminhada que fazemos seria muito imprescindível conquistar seu lugar. Então continuo minha caminhada, caindo, me levantando para caminhar de novo, mas vou amar e ser feliz e poder dizer que valeu a pena até o dia em que devem fechar meus olhos, mas mesmo assim eu teria deixado a semente plantada e bem regada.
“Ser amigo”
Ser amigo não é apenas arte para muitosmas sim para pessoas iluminadasque não se julgam a mais ou a menos.É saber dizer o sim e ao mesmo tempo um nãoÉ saber sorrir não porque você conseguiumas sim por descobrir o quanto você é capaz.E brilhar no meio de muitose não se deixar apagar por comentários de terceirose encontrar forças para estar sempre brilhandoe se transformar em uma águiapara sempre estar buscando novos horizontes.Mas, acima disso tudoDEUS sempre caminhandocom tudo em sua vida.
“O olhar de um egoísta”
Procurei em mil lugareste encontrar para queeu fosse feliz mas meesquecendo que todos osdias e a todo momentovocê estava comigo maseu estava tão cego com aminha verdade e o meuegoísmo já tinha meesquecido que você semanifesta em todos osseres vivos nas formasmais sublimes da humildade:o mais o que seria essa formaem um sorriso de uma criançana leveza do voo dos pássarosou até mesmo na fina e inacessívelbrisa que sopra para refrescarsua pele como se estivesse massageandovocê com um véu de seda do campo.Pois ele se faz ver a todo momentoe mais e mostra que vocêprecisa perder esse egoísmo parapoder ver que ele tá em tudote amando, respeitando e semcobrar de vocêestou aqui
domingo, 26 de dezembro de 2010
Depois do Natal
Para o Natal
Quando chega o Natal
Penso em que eu vou fazer
Na noite de chuva que virá
Pois chove dentro de mim
Quando chega o Natal
Reflito no sentido real
Que tem essa chuva
Que vem me inundar
É uma chuva serena
Quando chega o Natal
Lava-me o espírito
Faz-me ser um ser melhor
Quando chega o Natal
Um sentimento maior
Surge dentro de mim
Junto com essa chuva
Lembro-me então do motivo
De comemorarmos o Natal
Não é um simples nascimento
Não é um simples momento
A rima surge então para dar valor
Àquilo que essa chuva me traz
Um imenso, um enorme amor
Que me invade cada vez mais
Faz-me entender o Natal
Como algo muito natural
Um dia incomum na vida…
Na procura da rima, a lida
Faz-me aumentar a estrofe do poema
E este verso maior não é problema
Menor que o anterior
Mais grande que pequeno
Não o faz ser superior
E sim mais sereno…




