Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Atualidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atualidades. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

50 anos



Hoje completo meio século de vida...
Olho para trás e percebo o quanto sou feliz.
Lembro com clareza a estrada percorrida:
cada etapa, cada parte dessa jornada me diz
que o que construí é de fato consistente.
Tornei-me um homem que, principalmente,
agradece por tudo que tenho ao Senhor
que me proporcionou encontrar o Amor...
Sim, o sentimento Amor com “A” maiúsculo,
que traz em si a essência da felicidade...
 
 
Agradeço também a todos que caminharam a meu lado,
fazendo com que eu continue buscando o melhor.
Todos aqueles que me fizeram muitas vezes sorrir,
mas também todos os que me fizeram chorar...
Pois sorrisos e lágrimas temperam o homem que sou
e ajudam-me a tentar encontrar o que quero ser...
 
 
O homem que hoje completa 50 anos de idade,
absolutamente imperfeito, sente-se comprometido
a buscar cada vez mais a espiritualidade, com a certeza
de que cometerei erros até o fim de minha travessia.
No entanto, através deles vou tornar-me melhor
que o homem que completa hoje 50 anos...




quinta-feira, 2 de abril de 2015

Fotografas-me e não me revelas

Estendo as mãos para o alto
Diante da máquina que me fotografa
Será que é uma arma que me levará
Para o encontro final com outra realidade?

Uma realidade que não me faça medo
Que não me traga a angústia de não poder ser criança
Em um mundo cercado de violência
Um mundo mergulhado sombriamente no horror da guerra
Que é travada sem que se saiba por quê
Sem que se saiba para quê
Assim como todas as guerras…

Estendo as mãos para o alto
Fotografas-me e não me revelas
O Salgado de minhas lágrimas
Não aparece diante do meu medo…
Sou apenas uma criança síria
Uma criança séria que não sabe rir
Uma criança sem esperança…
(ENANRE ETRAUD – THE EDN)

MENINA-SÍRIA

*****************************

Escrevo esse poema em lágrimas diante da imagem e da reportagem que acabo de ler…

http://www.contioutra.com/sobre-a-menina-siria-que-se-rende-ao-confundir-camera-fotografica-com-uma-arma/

domingo, 2 de setembro de 2012

140 anos da Cedro

Trabalho há quase 30 anos na mais antiga empresa do ramo têxtil do Brasil, a Cedro, que completou no último 12 de agosto 140 anos. Falo com toda a sinceridade que é um orgulho. Meu pai trabalhou por 53 anos na Cedro e, por tudo o que minha família vivenciou, sinto-me muito realizado por trabalhar também nessa empresa.

Meu irmão Joaquim é também colaborador na empresa, trabalhando na coligada Cedronorte, em Pirapora. Ele foi convidado a fazer um discurso no evento de comemoração do aniversário, com a participação da Diretoria e do Conselho Administrativo da Cedro e também de autoridades como o vice-governador e outros. Ficou muito bacana e, para constar, transcrevo o texto do discurso abaixo, juntamente com o vídeo filmado pela esposa do meu irmão.

 

 

Exmo. Sr.

Exma. Sra.

Ilmo. Sr.

Ilma. Sra.

Demais presentes, boa noite!

É com imensa honra que venho representar os colaboradores da Cedro nestes 140 anos. A Cia. de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira surgiu como um ideal na mente de homens empreendedores, Antônio, Bernardo e Caetano, que tornaram realidade uma empresa construída sobre alicerces maciços, cuja energia principal sempre foi a capacidade e o empenho de seus acionistas, colaboradores e gestores.

Falar da Cedro nestes 140 anos é como contar uma história que se repete geração após geração e que vem perpetuando a empresa e possibilitando o desenvolvimento das comunidades que se formaram ao redor dela.

Falemos, por exemplo, de Caetanópolis, onde foi instalada a primeira unidade da Cedro. Durante muitos anos, Caetanópolis foi conhecida como “Cedro” (e até hoje muitas pessoas a chamam assim) e acabou recebendo o nome de um dos fundadores da empresa, Caetano. A cidade surgiu ao redor da Cedro e desenvolveu-se graças às possibilidades geradas pelos investimentos feitos no parque industrial ali instalado. É inegável a evolução econômica não só da terra de Clara Nunes e berço da indústria têxtil mineira e nacional, mas de toda a região circunvizinha, fruto do crescimento da Cedro.

E esse desenvolvimento se propagou também em outros lugares, como em Pirapora, cuja cidade surgiu a partir da instalação de um armazém para comercialização de tecidos da Cedro e compra de algodão , aproveitando os vapores que navegavam pela hidrovia do rio São Francisco.

Mas o valor mais importante deixado pela empresa é o capital humano. As diversas gerações de colaboradores que hoje trabalham na empresa falam com orgulho da oportunidade de terem criado suas famílias com o fruto do seu trabalho na Cedro. Desse grupo, faço parte.

A história da Cedro se confunde com a minha e com a de muitos de vocês aqui presentes. Acredito que, assim como meu pai, que trabalhou 53 anos na Cedro, temos vários outros exemplos de famílias com várias gerações construindo suas vidas nesta empresa. Hoje, com 32 anos de empresa, sinto-me como se estivesse com meus 15 anos, quando fui admitido.

Essa emoção, tenho certeza, passou por muitos que aqui estão hoje, que aqui, ainda jovens, iniciaram sua jornada e cresceram dentro da Cedro, conheceram seus amigos, constituíram família, enfim, viveram. E a Cedro, cheia de vida nestes 140 anos, consegue ser lembrada como uma das importantes indústrias têxteis do Brasil e caminha firmemente para ser, de fato, a melhor.

Para terminar, quero deixar alguns versos que tentam sintetizar o que representa a Cedro, tenho certeza, para mim e para os colaboradores que dela fazem parte:

“Tecendo a vida”

Fazer o algodão do sonho transformar-se

no fio consistente da realidade

Tecer a vida com a trama do tempo

e o urdume da perseverança

Tingir o tecido com a cor do sucesso

Vestir a alma da gente com a esperança

Cedro: 140 anos tecendo histórias de vida!

(enanre etraud)

*******

Boa noite!

 

Joaquim discursando no evento de 140 anos da Cedro

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais uma vez a Somália é sinônimo de fome


Sinceramente, esse post é sobre uma reportagem que eu não gostaria de ler. Vejo mais uma vez a fome fazendo estragos na Somália. Lembro-me de um jogador que surgiu no América mineiro que ganhou esse apelido porque era um negro extremamente magro. O apelido do jogador reitera a metáfora cruel atribuída ao nome dessa sofrida nação.





Muitas vezes me deparo com o sofrimento sob várias maneiras. A fome é uma das formas mais cruéis de sofrer. E acima de tudo, a fome é inaceitável.  Não há como a humanidade padecer de fome com tanto desperdício por aí. Nada justifica. O capitalismo volta e meia dá sinais de esgotamento, pelo menos da forma como vem sendo praticado pelos governos.


A reportagem, retirada do sítio da revista Época, da editora Globo, retrata a recuperação do bebê Minhaj Gedi Farah. Sua mãe, após muitas dificuldades e sofrimento, chegou a um campo de refugiados no Quênia e sua filha Minhaj acabou sendo fotografada pelas lentes da imprensa internacional, tornando-se uma das faces da fome. Com apenas sete meses de vida, Minhaj tinha apenas 3,2 quilos.


A reportagem traz as fotos da evolução da criança após três meses, graças à ajuda humanitária. A maior vitória da guerreira Minhaj foi a da simples sobrevivência.  Embora os campos de refugiados mantidos pela ONU e por diversas ONGs tenham ajudado, eles não representam a solução. O ideal é dar condições aos povos menos favorecidos do mundo de encontrarem condições de se manterem por si mesmos. É uma questão de dignidade.


Entretanto, não há dúvidas de que esse tipo de ajuda é fundamental. A fome não espera... Ela dói... Ela mata...



*******************************************



“A fome”


A Fome mostra às vezes seu rosto esquelético
Tal qual a Morte, sua irmã...
Ninguém pode ignorá-la
Quando ela transpassa-nos com sua lança de dor
Lancinante...
Por que é tão cruel a Fome?
Não tem piedade de ninguém...
Mas ela se supera ao atacar as crianças
Sugando-lhes, secando suas entranhas inexoravelmente...


Vejo sua cara terrível
Estampada nas capas de jornais e revistas
Mas também num simples passeio pelas ruas
De muitos lugares deste país...
Pergunto-me o que mais pode ser feito
Além da simples distribuição de bolsas...


A Fome e seu rosto esquelético
Perseguem-me em meus pesadelos
Assombram-me o olhar
Fazem-me lembrar do menino magrelo de outrora
Que nunca passou fome, entretanto...
Esse menino ainda existe aqui dentro
E se irmana com os que sofrem a dor
De não ter o que comer.



 Fontes das imagens: Coletadas da Web e editadas por Ernane Duarte Nunes

domingo, 8 de maio de 2011

O Teatro Mágico

Ganhei da amiga Adriana, Secretária Municipal de Cultura, um excelente material referente ao grupo O Teatro Mágico. Fiquei muitíssimo impressionado com a qualidade e originalidade desses artistas e não poderia deixar de divulgá-los neste espaço.

Fernando Anitelli, 35 anos, ator, músico e compositor, é o responsável pela criação do projeto “O Teatro Mágico”. Nascido em Presidente Prudente e criado na cidade de Osasco, São Paulo, Anitelli “brinca” com arranjos e melodias desde os 13 anos, “Quando vi que rimar amor com humor funcionava, não só na estética e na melodia, mas no sentido que aquilo tinha pra mim, nunca mais parei de fazer música”, revela.

As primeiras vitórias vieram logo cedo com prêmios em vários festivais dos quais participou com suas canções. A entrada na Faculdade de Comunicação Social lhe garantiu não só um diploma, mas também a formação da banda Madalena 19, que permitiu seu amadurecimento como músico. Foram quase dez anos de ensaios e apresentações de pequeno porte.

De lá para cá, Anitelli acumulou ainda a experiência como ator, trabalhando com diretores como Oswaldo Montenegro, Ismael Araújo e Caio Andrade, entre outros, que lhe deram as noções básicas de expressão corporal, domínio de palco e outros elementos vindos da escola do teatro, indispensáveis em seus shows.

Em 2003, Anitelli gravou seu primeiro CD. O álbum recebeu o sugestivo título “O Teatro Mágico: Entrada para Raros”, numa referência ao best-seller “O Lobo da Estepe”, do escritor alemão Hermann Hesse. “Quando eu li sobre o Teatro Mágico do Hesse, percebi que era justamente aquilo que eu gostaria de montar: um espetáculo que juntasse tudo numa coisa só, malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo mais que a minha imaginação pudesse criar. O Teatro Mágico é um lugar onde tudo é possível.”, conta.

Em cena, Anitelli revela uma expressão cênica incrível seja declamando versos, cantando ou fazendo performances. “Quando estou no palco, faço questão de frisar que aquele ali sou eu, não é um palhaço ou outro personagem qualquer”. O Teatro Mágico torna possível que cada um se mostre como é, que cada verdade interna seja revelada. Essa é a grande brincadeira, “ser o que se é, afinal todos somos raros e temos que ter consciência disso” , destaca. E assim, Anitelli vai traçando um paralelo entre o real e o imaginário enquanto o público, aos poucos, vai entrando na mesma freqüência sinestésica marcada pelo ritmo do espetáculo. No final, palco e platéia se fundem e cada um dos presentes vai descobrindo a delícia de se permitir ser um pouco mais de si mesmo.

Sugiro aos amigos leitores que conheçam mais desse grupo sensacional, visitando seu sítio. Lá estão letras de músicas, agenda e mais informações sobre essa turma fantástica. Quem sabe não poderemos assistir a seu espetáculo ao vivo no Festival Clara Nunes…

image