quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Expressão maior dos sentimentos
domingo, 29 de agosto de 2010
Na cova dos leões
“D. e seu caminhão”
D. brinca com seu caminhão
concentrado e seu mundo feliz
D. brinca com seu caminhão
onomatopeias várias fazem o mundo
de D. e seu caminhão...
De repente vem a noite...
Mas os olhos de D. brilham
no escuro da noite
D. e seu caminhão
não temem a escuridão...
D. brinca e seu caminhão
onomatopeia na escuridão
Vrruumm!... Vrruumm!... Fffiiiuuu!...
Não temem nada, querem a emoção
Este afã de ser feliz
Sem se preocuparem com o que se diz
De ele ser apenas uma criança
D. entretanto sabe muito bem como
nos ensinar a grande lição da esperança...
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Deleitura
Horácio Dídimo Ferreira Barbosa Vieira é professor aposentado do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará, formado em Direito na UERJ e em Letras na UFC, mestre em Literatura Brasileira pela UFPB e doutor em Literatura Comparada pela UFMG. Membro da Academia Cearense de Letras é autor de muitas obras de poesia, ensaios e de literatura infantil.
Reproduzo abaixo alguns poeminhas dele para "deleitura":
a palavra chave
a palavra chave
já não fecha
nem abre
a palavra amor
muda de cor
a palavra verde
amadurece
a palavra ave
voa no papel
a solução
daqui a cem anos
todos os nossos problemas
nos terão resolvido
As casas
após longa espera
nada aconteceu
as casas continuaram baixas
tão baixas
que muitos de seus habitantes rastejavam
enquanto outros desistiam de antigas reivindicações
As doces meninas de outrora
as doces meninas de outrora
amanheceram
vestiram os vestidos novos
pintaram as unhas de vermelho
por um instante resplandeceram
depois baixaram as cabecinhas louras
e envelheceram como as flores
Triste
triste não é saber que não há
nem que não haverá
triste é saber que nunca houve
e que agora para todo o nunca
choraremos
isso
não sei o que quero
dizer com isso
mas sei que isso
é o que eu quero dizer
identidade
um dia
com a ajuda de Deus
não haverá mais diferença
entre mim e eu
Horácio Dídimo escreve com fé. Muitas vezes associa seus versos a trechos bíblicos e o faz de maneira aleatória, porém competente e pertinente. Penso em versos que o Enanre Etraud poderia escrever para temos como o que ele aborda e o máximo que consigo são três quadrinhas. Reproduzo-a e finalizo o post:
Enquanto passam os anos de luta
Percebo que ainda busco uma luz
Que encerre em mim a auto-disputa
Pelo que não entendo sobre Jesus
Por que Ele se doou tanto por nós?
A dúvida lateja bem dentro de mim...
Ouço então o sussurro de uma voz
Dizer que esse era mesmo o seu fim.
Ser para todos de esperança um sinal
Sustentada na doação incondicional
Procuremos seguir este modelo bonito
Que nos foi legado por Jesus Cristo...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Fragmentos de uma pessoa
domingo, 23 de maio de 2010
Sobre filhos
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Sobre o frio nas almas
Acabaram-se tantas coisas boas de nossas vidas. Olvidaram-se nas estações que passaram. Foram-se tantas pessoas.
Desapareceram nas curvas do destino. Tantas palavras curvadas de angústia. Tenho meus sacramentos. Leonardo Boff ensinou-me. Supero a dor com o paradoxo da saudade. Já falei dele em outras oportunidades. Minhas frases curtas relatam minha inspiração mínima. Mas preciso dizê-las, expressá-las. Senão me implodem.
Neste momento, faz frio... um frio intenso e inequívoco. Ele não se engana em açoitar-me. Supero a dor com o paradoxo da saudade.
“Frio”
Meu corpo estremece e vacilo...
que farei agora neste frio?
O vento arranha minha pele
enquanto não percebo o vazio
que há no curral onde me escondo
peço ao cocheiro que atrele
o cavalo imaginário e afio
a lâmina de brilhante cabo redondo
que usarei para fazer o que é preciso
preparo-me então e estendo um sinal
ao corcel que segue firme adiante
penso em quando receberei o aviso
que me libertará desse meu mal
que massacra minha calma como gigante
que sequer percebe que pisou em formiga
não há nada neste momento que eu diga
que possa mudar o rumo do corcel
ele segue adiante sem um guia
sem ninguém com um pouco de alegria
e eu continuo com a lâmina na mão
e o frio cada vez mais fundo...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Sobre a música
Escrevi uma vez sobre a música. Não me lembro quando mais. Na verdade, queria homenagear um músico muito em especial, um amigo que me surgiu ao longo da caminhada.
Falar da música é falar de sentimentos, de emoções transfiguradas em sons. Melodia, ritmo, cadência, carinho, folia, sinfonia, inteligência, arte, parte da vida, da história humana, sagrada ou profana.
Falar da música é buscar no alto da árvore mais alta o fruto mais saboroso e difícil de apanhar. Falar da música PE chorar ou às vezes sorrir. Falar da música é sentir. É, sobretudo, ouvir.
Esse post é para homenagear o amigo Nascimento, maestro da maravilhosa Banda de Música Euterpe Santa Luzia. Tantas histórias, tanta importância, tantas coisas boas que não cabem nesse post. Mas cabem folgadas em mim.
Tive oportunidade de estudar a Música, com as excelentes aulas do Maestro Nascimento. Tive de parar, por circunstâncias e por respeito. Para ser bem estudada, a Música exige tempo e dedicação. São coisas intrínsecas, embora extrinsecamente eu tinha dedicação. Voltarei um dia a estudá-la.
Mas o que pude ver, valeu-me. Pude entender melhor a beleza da música e sua complexidade, para dar-lhes mais valor ainda. Sei o quanto a música pode me envolver. Não faço quase nada em minha vida sem que esteja presente a música.
O Maestro Nascimento possibilitou-me isso. Emocionou-me demais uma vez: fez uma canção para mim e presenteou-me em pleno Concerto de Gala da Banda de Música Euterpe Santa Luzia. Minha canção é linda. Captou perfeitamente o que sou e, um dia, quero ser capaz de eu mesmo tocá-la.
Fiz para o Maestro uns versos. Meus filhos e minha esposa admiram-no tanto quanto eu próprio. Quero um dia conhecer os filhos e netos do Maestro. Conheço sua esposa. Todos são felizes por tê-lo. Todos somos felizes por conhecê-lo.
Deus lhe permita muita saúde sempre. O mundo precisa de pessoas assim.
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“O mundo precisa de pessoas assim”
Enquanto observo as notas
Que desfilam diante de meus ouvidos extasiados
Sinto a sequência suave de sons
É mais uma música divina que ouço
Que me faz perceber o que é estar bem
Vejo o grande mestre à frente da banda de música
Com gestos precisos e firmes conduzindo os sons
Que saem dos instrumentos com a precisão imprecisa
Da emoção que contagia a todos que veem e ouvem
Penso então que o mundo precisa de pessoas assim
Que possam conduzir-nos na maravilhosa música da vida
Com gentileza extrema, mas, paradoxalmente,
Com atitudes precisas e firmes
Que sejam o paradigma
Pelo qual devemos pautar nosso caráter...
O mundo precisa de pessoas assim para nos reger nesse momento
Nascimento de algo bom que permanece
Ressoando suavemente em nossos olhares audiófilos
Em busca da música perfeita que embale nossa alma...
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“Nascimento”
Na percepção do som que ressoa
A coisa mais evidente é a emoção
Sentimentos que extrapolam a razão
Corajosamente indo aonde somente
Inventivos artistas conseguem ir…
Músicos que se equiparam aos maiores
Engenheiros das sonoridades divinas
Navegantes da barca do Parnaso
Trazendo a arte da Música que encanta
O mundo e lhe traz a lição de amor e paz…


