As palavras sempre me sinalizaram a liberdade. Dedico esse post a uma pessoa muito querida. Vai lê-lo e saberá por que o fiz. Às vezes a vida nos prega peças. Às vezes nos deixamos pegar. Procuramos os problemas. Entramos na cova dos leões, não obstante os perigos.
De uma maneira ou de outra, a vida é cheia de perigos. Cabe-nos evitá-los. Alguns riscos são inevitáveis. Ferimo-nos e precisamos nos curar dos machucados.
Escrevo com frases curtas. Mas minha inspiração é curta, muito menor que a emoção que me invade agora. Nas minhas orações e nas de meus filhos e esposa sempre estão presentes todos aqueles que amo e todos os que precisam. Peço ao Senhor por eles e agradeço por mim, por nós.
Uma cena de 1991 volta-me à lembrança enquanto leio um velho caderno de poemas. Um dos cadernos verdes, aquele do dicionário louco de verbetes solitários. Muito legal!...
Um menino e seu caminhão brincam no piso encerado de tacos da sala da casa. Observo-o com um sorriso. Um menino e seu caminhão brincam. O brinquedo parece divertir-se de fato, como a criança. Uma simbiose interessante de coisa e pessoa, de pessoa e coisa. A felicidade é um amálgama...
Transcrevo o poema tal como foi feito. Omito o nome da criança. Mas não escondo nada. Estou muito feliz hoje e grato a Deus por tudo.
“D. e seu caminhão”
D. brinca com seu caminhão
concentrado e seu mundo feliz
D. brinca com seu caminhão
onomatopeias várias fazem o mundo
de D. e seu caminhão...
De repente vem a noite...
Mas os olhos de D. brilham
no escuro da noite
D. e seu caminhão
não temem a escuridão...
D. brinca e seu caminhão
onomatopeia na escuridão
Vrruumm!... Vrruumm!... Fffiiiuuu!...
Não temem nada, querem a emoção
Este afã de ser feliz
Sem se preocuparem com o que se diz
De ele ser apenas uma criança
D. entretanto sabe muito bem como
nos ensinar a grande lição da esperança...
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